Novo endereço
Mas o papo continua!
O "Cachorro Frito" agora atende pelo nome de "Direto da China" e o blog funciona no site da Revista Viagem e Turismo (Editora Abril).
Quem achar mais diferenças ganha um pirulito!


Dois modelos de Mercedes Smart ForTwo em cores diversas? Errado. O carro preto é um original, fabricado pela montadora alemã Mercedes. O vermelho chama-se “Shuanghuan Noble” e é um ‘Made in China’, produzido pela China Automobile Deutschland, com pouca personalidade.
Pouca, aliás, é uma metáfora gentil. O carro chinês é uma cópia descarada do clássico alemão. Como diria alguém que conheço, “é cuspido e escarrado” (sic). A única diferença é que a versão oriental comporta até quatro passageiros. A européia, dois.
Não bastasse a cara-de-pau por ter plagiado algo de forma tão escancarada, os piratas asiáticos ainda pretendem fazer concorrência com a própria Mercedes no terreno dela.
Até agora, o Noble só era visto aqui na China. Mas deve começar a ser vendido no Velho Continente logo depois do Salão de Frankfurt, mês que vem. Assim anunciaram os “autores” do modelo – que, como pouparam em criação, pesquisa e desenvolvimento, planejam massacrar a concorrência com um preço final mais baixo: 7.000 euros (uns 19.000 reais).
Os executivos da Mercedes estão enfurecidos. Fizeram uma notificação legal com a intenção de barrar a comercialização do carrinho chinês. E um porta-voz da empresa fez questão de avisar: "Levamos a propriedade intelectual muito a sério. O Noble é uma tentativa grosseira de copiar um produto nosso".
Com ar blasé, o diretor da China Automobile Deutschland, Klaus Schlössl, defende-se, admitindo que os modelos têm "certa similaridade", mas que "apenas em alguns ângulos, assim como muitos outros no mercado". Aliás, Klaus ainda opina que "a Mercedes não deveria fazer tanto estardalhaço sobre o assunto".
Troféu Óleo de Peroba pra esse senhor, por favor!

Mesma vista hoje
Os chineses são grandes fãs das ligas de futebol européias - especialmente da espanhola. Por isso mesmo, de quando em quando, os clubes grande de lá vem dar uma desfilada aqui, jogar uma partidinha e arrecadar um trocado. Este fim-de-semana, é a vez do Barça. Desembarcaram ontem em grande estilo, com torcedores afoitos, esperando os craques no aeroporto.



Não faz falta dizer que a China é o paraíso da pirataria. Mas há diversas categorias de cópias.











Viver na China é uma experiência... como dizer? "Intensa". Beeem intensa. Tanto que, de quando em quando, é (mais que) necessário fazer uma pausa. Férias!
Os repórteres da China Central Television - a maior emissora de TV do país - descobriram que alguns ambulantes estavam vendendo bao zi (esses típicos bolinhos chineses, feitos no vapor) com recheio de papelão.Num surto de criatividade e ousadia (para os padrões locais), os chineses mostraram vários usos alternativos pra boa e velha camisinha-de-vênus.

Em um simpático desfile, aqui em Pequim, elas viraram vestidos, chapéus, enfeites (de gosto discutível) e até mesmo relógios.

Foi a “4° Expo de Produtos e Novas Tecnologias de Saúde Reprodutiva da China”, organizada pela Guilin Latex Factory, a maior fabricante chinesa de camisinhas – que aproveitou para promover o uso do preservativo contra a Aids.

As modelos desfilaram entre delirante efeitos especiais de bolhas de sabão para exibir vestidos de noiva, trajes de noite em escamas, biquínis extravagantes, roupas chinesas tradicionais e outras peças feitas inteiramente de camisinhas – infladas ou não.


Em tempo: Originalmente a China qualificou a Aids de "doença do Ocidente capitalista e decadente". Considerava "um problema de homossexuais, profissionais do sexo e usuários de drogas". Todas categorias que, oficialmente, não existiam na China comunista. Há pouco tempo, a sociedade despertou para o problema, que - oh! - também assola este país. Segundo as estimativas (não há uma contagem formal), atualmente cerca de 650 mil chineses têm o vírus HIV.
Fotos: Newsphoto.com.cn
Esta saiu no Estadão, pelo Paulo Vicentini: A foto é do ano passado, mas tenho certeza de que ainda corresponde com a realidade em algumas cidades aqui na China:

No mercado, fiquei na dúvida, na hora de escolher a pasta de dente (quem lê jornal sabe que houve diversos casos de produtos contaminados – e retirados do mercado – aqui na Ásia, na Europa e até aí no Brasil).

A Grande Muralha chinesa, entrou pra lista das Novas 7 Maravilhas mundiais.









E olha que a minha milhagem no “Programa (fidelidade) de índio” é altíssima! Mas com os pontos que tô somando hoje, acho que vai dar até pra fazer uma viagem como a de Júlio Verne, ao redor do mundo, toda com bilhetes-bônus.
A indústria da pirataria na China, às vezes, se mete com obras de arte também.






*fotos publicadas no jornal La Repubblica (Italia, 06/2007).
Pela enésima vez, foi bloqueado. Desde o dia 08/06, a saga continua... Posta-se, mas não se lê blog(spot) algum através de conexões chinesas.Dia sim, dia não, Pequim te surpreende. Aliás, os pequineses surpreendem. E a pergunta que não quer calar é: “Senhor, onde fui amarrar meu burro?”.
Especialmente “novo rico”. Na China, quem tem dinheiro, hoje, faz questão de exibir. Prova disso são os vários modelitos que misturam xadrez com bolinhas e circulam, soberanos, pelos shopping centers de Pequim, ostentando as etiquetas. Brega. Mas, os apoderados não tão nem aí. Fazem pose de bacana e gastam aos tubos.

Segundo David Zhong, um dos organizadores da feira dos milionários, "os chineses com dinheiro ainda estão aprendendo sobre marcas globais. Nós estamos ajudando essa gente a entender como vivem os milionários".

"Também temos convidados bem jovens, de 18 a 22 anos. Eles fazem trabalhos part-time ou economizam durante semanas para poder provar nossos produtos", contou Jin Yiyi, uma gerente de cosméticos da Helena Rubinstein. "Elas podem ter dificuldades para comprar um creme de mais de 300 yuans (76,5 reais), mas não conseguem resistir à atração da marca".
Enquanto isso, uma menina de 13 anos estava impressionada na frente do Jaguar. A mãe, sorridente, explicou que tinha levado a filha para “ensiná-la sobre as coisas finas da vida”. Literalmente, a senhora chinesa disse: “Isso vai ajudá-la a desenvolver um caráter elegante desde cedo”. Publicado na edição de ontem do ChinaDaily.
Abismo social
É notória essa compulsão chinesa por ostentar. A maioria do pessoal aqui não quer sorvete. Quer Haagen-Dazs. Não quere café. Quer Starbucks. Não quer óculos escuros. Quer o “G” gigante de Gucci. Não quer bolsa. Só Louis Vuitton. E não tô falando do mar de pirataria que abunda pelo país. Marcas como Chanel, Armani, Cartier, Mercedez vêm abrindo lojas paulatinamente (lojas de verdade, com preços também "de verdade"). Segundo estatísticas da Goldman Sachs (de 2005), a China já é o terceiro maior consumidor mundial de bens luxuosos (US$6 bilhões/ ano) e, em 2015, vai ultrapassar o Japão, passando a consumir 29% de todos os produtos de luxo comercializados no planeta. A demanda vai crescer 25% por ano, até lá.
Como em outras capitais, são os jovens de 20-30 anos os que mais gastam. Mas aqui, o número de consumidores novos (que acabaram de começar a consumir produtos deste tipo) é muito maior: simplesmete 11 vezes mais que no Japão, por exemplo.
Por causa do contexto histórico, até uns poucos anos, os chineses praticamente não consumiam nada que não fosse ‘made in China’. Sequer sabiam o que era “moda” mundo afora. Todos vestiam igual, tinham a mesma cor de cabelo, o mesmo penteado, o mesmo tipo de sapato, usavam ceroula... Hoje, depois das reformas econômicas e da entrada da gringolândia em território nacional, eles estão ficando tão fashion victims quanto os vizinhos nipônicos, os ricos de NY, Londres, Paris, etc.
Segundo os cálculos de Yang Qingshan, secretário geral da China Brand Association, “13% dos chineses já consomem marcas de luxo". Descontando certo exagero (e excesso de otimismo) que os chineses têm por excelência - e parece que Seu Yang não foge à regra -, os cálculos dele representariam nada menos que cerca de 169 milhões de pessoas. Quase a população inteira do Brasil! "E é uma cifra está crescendo rapidamente”, recorda Yang. Ah, disto, não duvido mesmo.
Sociedade harmônica
Preocupado com as tensões sociais que causam as grandes diferenças entre ricos e pobres, o governo chinês tem procurado criar políticas que reduzem as desigualdades. Como, por exemplo, mais taxas de importação sobre produtos de alto standart: cosméticos, jóias, roupas de marca, carros caros, artigos de golf e afins. Em paralelo, também foram banidos todos (sim, todos!) os anúncios em outdoor que faziam propaganda de coisas caras (apartamentos de luxo, roupas de marca, perfume, relógios, tudo). Pequim anda “pelada”, cheia de espaços prateados (onde antes, colavam os cartazes publicitários).
Quem acompanha as notícias do lado de cá certamente já ouviu o slogan “sociedade harmônica”, que o Partido Comunista emprega em todos os discursos sobre temas sociais. Em linhas gerais, é uma filosofia (baseada na teoria dos antigos pensadores chineses – como Confúcio) que prega a igualdade entre todos, mesmo quando a sociedade avança economicamente... E gera magnatas instantâneos e pobres com menos de dólar por dia. Aliás, um tema que dá muito pano pra manga. Fica pro próximo post!
Shu Yong (舒勇) é o autor de umas esculturas peculiares: peitos gigantescos.
Segundo ele, são críticas à febre do bisturi na China (como bem se sabe, aqui existe até um “concurso de Miss Cirurgia Plástica”).


Não resisti ao panorama mediático II. É, no mínimo, "eclético".
Encontro de crianças gêmeas. Centenas de pares chinesinhos idênticos posaram pra foto em Taiyuan, província de Shanxi. Lembremos: irmãos nessa idade é coisa rara aqui na China (por causa da política de filho único). Descontando raras exceções, para estar dentro da lei, só mesmo gêmeos. (02/06/07, China News)
O chapéu-sombrinha faz sucesso. De acordo com o noticiário de Dalian – província de Liaoning, nordeste da China – o calor do verão que está chegando vai popularizar o novo acessório entre os turistas chineses. So-cor-ro!!! (02/06/07, China News)
Quem não tem cão caça com gato. Em Hong Kong, por falta de espaço (e sobra de poder aquisitivo), inauguraram uma sofisticada escola de equitação sem cavalos. Bom, pelo menos, sem cavalos reais. O que não faltam são máquinas. Simula-se de galope até a sensação de saltar obstáculos. Com vídeo e ambiente de cocheiras. (01/06/07, China News)
Muita gente viu: A China lançou o satélite "SinoSat-3" – para comunicações de rádio e TV. (01/06/07, Xinhua)
Gestos de policiais de trânsito se convertem em exercícios físicos para crianças. A partir de agora, estes estudantes de Linyi – província de Shandong, norte da China – serão obrigados a repetir os movimentos diariamente no pátio da escola. Pra ficar “em forma”. (30/05/07, China News)
Meninas de um jardim de infância executam o (laborioso) ritual do chá. Foi uma das atividades que os professores desta escola de Puyang – província de Henan, no centro da China – inventaram para essa (peculiar) comemoração do dia das crianças. "É uma boa oportunidade para iniciar os alunos nas tradições culturais chinesas", disse um dos mestres. (29/05/07, China News)
Casamento grupal num “romântico” balão de ar quente: 25 casais participaram da cerimônia coletiva, no ar, em Shaoxing, província de Zhejiang. (26/05/07, China News)
Outra de casamento: Estes noivos resolveram adotar uma tradição matrimonial (não-chinesa) de soltar borboletas durante a cerimônia de casamento. A idéia era criar uma atmosfera romântica, trazer sorte e amor à nova união – ¿como no? – ganhar um espacinho na mídia local. Conseguiram. Em Shenyang, província de Liaoning, nordeste da China. (02/06/07, China News)
Banda de cadeira de rodas emociona a audiência. É o primeiro conjunto musical da China composto só por portadores de deficiências físicas. Se apresentou na sala de concertos da Cidade Proibida, aqui em Pequim, durante o ‘17° Dia Nacional de Ajuda aos Deficientes’. Arrancaram “fervorosos aplausos” da platéia. (20/05/07, China News)
Li Hongyun é bordadeira, uma artista folclórica da cidade de Puyang, província de Henan. Ela bordou nada menos que 128 dragões, que serão enviados aqui pra Pequim, como presente de “boa sorte” para as olimpíadas de 2008. (16/05/07, China News)
Repare nas particularidades de cada um:
Menina-bambolê: Shi Hongyan se enaltece por poder girar até 100 aros ao mesmo tempo. Quarta-feira passada, ela foi uma das atrações de um festival de cultura e turismo na cidade de Yinan – província de Shandong, leste da China. (30/05/07, notícia da agência Xinhua)
Este não corta as unhas do mindinho, indicador e dedão há cinco anos. Já ostenta as (eca!) medidas de 12 cm, 5 cm e 8 cm, respectivamente. O “artista” chama-se Wan Xiaowen. Tem 32 anos e mora em Xinjiang, na província de Jiangxi, leste da China. (28/05/07, notícia do Jiangnan City Daily ("Hong Qiaojun"))
O pequeno Cao Lei ganhou o respeito dos professores e alunos na escola onde estuda. Depois de perder os dois braços num choque elétrico, ele passou a fazer as anotações com os pés. Em Huoshan, na província de Anhui, leste da China. (29/05/07, notícia da agência Xinhua)
Li Zhiyuan fabricou uma bicicleta flutuante, usando materiais recicláveis, madeira e pneus velhos. Foi aí no rio do Parque de Hefei – na província de Anhui, leste da China –, que ele apresentou a obra ao público. Não só funciona, como custou menos de 150 yuans (uns 37 reais) e levou menos de um mês para ficar pronta. (28/05/07, notícia da Reuters)
Imagem de um trabalhador limpando os vidros de um prédio aqui em Pequim. (27/05/07 Qinbin/The Beijing Times) ¡¡¡Peculiar porque lembrei do meu episódio particular!!!
Uma fazendeira, criadora de suínos, mostra, orgulhosa, um porquinho-aberração que nasceu com uma cabeça, duas focinhos e três olhos. Em Xi'an, província de Shaanxi, nordeste da China. (06/03/07, da newsphoto)
Esse conceito só existe pra quem cresceu fora da China. Aqui, reina a convivência coletiva, agrupada, com poucas barreiras entre o "meu", o "seu", o "nosso". Talvez tenha algo que ver com os fatos históricos, a revolução cultural chinesa, a não-propriedade privada, os 1,3 bilhões de cidadãos... Só sei que é humanamente impossível explicar à massa local o porquê de querer manter um espaço vital nos moldes do ocidente.

Da séria ‘só aqui na China’. Quem anda atualizado sobre Pequim sabe que está na moda o restaurante/bar/lounge Lan, do cultuado designer francês Philip Starck. Descrição rápida: Bem nouveau rich, o local ostenta 6.000 metros quadrados de uma decoração “peculiar”, que vai de pinturas a óleo a uma cabeça de rinoceronte, passando por móveis barrocos, luminárias Baccara e cadeiras de 25.000 dólares (cada) feitas por 10 artesãos (cada) durante um mês (cada). Como clientela, pessoas que se consideram a fina flor do jet set local.

Se fôssemos chineses, estaríamos provavelmente radiantes com a notícia (porque, aqui na China, é chiquérrimo isso de comer em áreas reservadas). Mas, prontos pra ter uma experiência antropológica em meio aos novos ricos chineses, aquilo soou mais como um balde de água fria. Só não amargamos a decepção porque a fome era maior.
Sim. A sala onde nos colocaram era impressionante (especificamente uma dessas aí acima, na foto). No centro, uma mesa redonda, ao estilo medieval, com uns 2 metros de diâmetro. Ao redor, cadeiras – cada uma de um estilo diferente – todas com estofados de veludo e encosto alto. Coisa de monarca. As paredes, com cortinas e obras de arte. Uma espécie de pot-pourri de objetos de brechó – só que limpos, novos e com a assinatura Starck.
A comida? Medíocre. E o serviço, curioso. Menos mal que o vinho fez efeito. Passamos umas duas horas dentro daquela sala e sempre havia um chinês – com um sorriso estampado na cara (parecia que tinha levado um choque) – parado, como um dois de paus, esperando pelo seguinte comando. Você mal apoiava o copo na mesa, e eis que lá estava a mão do sujeito, esperando pra repor a bebida. Ele não entendia muito do que se dizia lá dentro. A frase-chave do rapaz era “sorry, my English...” (sim, com reticências no final). Devia estar achando uma aberração: quatro idiotas que se dobravam de rir com coisas que, para ele, pareciam absolutamente triviais. Pedimos pão (que precisou ser explicado com mímica, paciência, e várias repetições de leitura labial). Entender? Sim, ele entendeu. A palavra. Porque o conceito passou longe. O pão, que deveria ter vindo junto, ou antes da comida, com óleo e sal, sei lá, chegou no final de tudo. E era pão de forma (!!!!). Branco. Cortado em triangulos. Acompanhado de manteiga e marmelada. E apresentado como... sobremesa?!



Pois é. Continuo sem saber como se comporta a fauna local. Por ora, só consegui dar a eles a oportunidade de ver quatro estrangeiros bancando os trapalhões.
“Cara de um, focinho do outro”. Chen Yan, uma mulher de 51 anos é (com orgulho) a primeira sósia mulher de Mao Mao Tse-tung.
Incentivada por uma amiga cabeleireira, a senhora chinesa se transveste de Mao para treinar os dotes artísticos.

O resultado, entretanto, é notável, ein?!?! 
No caso da senhora Chen, além de conquistar aqueles tais 15 minutos de glória (neste fim-de-semana, por exemplo, ela desfilou pela cidade de Mianyang, na província de Sichuan, tirando fotos com a multidão e saiu em vários jornais, inclusive no exterior), Chen pretende ser contratada por algum veículo de comunicação para interpretar Mao profissionalmente.

Detalhe: A China tem regras estritas para qualquer pessoa poder interpretar líderes políticos (vivos ou mortos). É preciso ter a aprovação da administração nacional de Rádio, Filme e TV e o consentimento dos parentes do líder em questão. A Chen tá na fila, claro.
fotos: Reuters

Chineses são obcecados com superstições. Há umas engraçadas e várias, non-sense.
Números
Casamento
Nascimento
Aniversário
Ano novo chinês
demonstrar respeito pelos espíritos que habitam o local"; dar descarga assim que fizer o check in "pra mandar embora as más influências"; andar sempre com uma pedrinha de jade - aquela verde, preciosidade em abundância na China. Custa caro, mas todo mundo que se preza por aqui ostenta um bracelete, um brinquinho, um pendente no cordão, qualquer coisa com jade. Acredita-se que jade traz fortuna e espanta os maus espíritos. E mais: a cor da jade pode variar com o tempo. Claaaaaaaro que os chineses têm uma interpretação para cara ocorrência: Se a sua escurecer, você ficará rico. Se clarear, ficará pobre. (percebeu a obsessão com dinheiro?!)
O mundo inteiro viu... Menos quem só lê os jornais chineses. A imprensa daqui não deu, mas o fato é que sábado um chinês atirou um coquetel Molotov contra O retrato de Mao Tsé-tung, na Praça Tiananmen (ou "Praça da Paz Celestial"), em frente à Cidade Proibida.
Cuspiu, pagou. A partir desta semana, o governo chinês instituiu uma nova regra cívica: quem cospe no chão, aqui em Pequim, é multado. A idéia é ir treinando o pessoal com lições de etiqueta pra “inglês ver”. Até as olimpíadas de 2008, as autoridades esperam que os cidadãos abandonem hábitos como o de escarrar, gritar em público ou jogar lixo no chão.Momento cultural-turístico-instrutivo:
Conhece os guerreiros de terracota (Bingma Yong)? Conferi ao vivo (semana passada, fui a Xi'An fazer uma reportagem) e tá constatado: os soldadinhos são mesmo uma relíquia arqueológica.

Uma previsão nacional:
Recordando:
E a dúvida que surgiu, entre estrangeiros que moram aqui, numa conversa de bar: “O lance dos orgasmos suínos favorece os chineses que copulam sob o signo do porco???”
Há alguns dias, o blogspot voltou a ser página non grata na internet chinesa. Mas, agora, rola um diferencial. Posso acessar minha conta, postar à vontade, modificar os textos, aceitar comentários, etc. Só não dá pra visualizar nada. Vocês vêem meu blog. Eu não. Incrível como a China consegue ser peculiar até na censura!

Já dizia meu antigo professor do colégio: “tem sempre um chinelo velho para um pé cansado”. Na China, idem. E olha que, desta vez, o pé era ‘tamanho Itu’. O homem mais alto do mundo (sim, chinês!) acaba de casar-se.
O blog não pôde ser atualizado porque estava bloqueado. Foi a 3° vez, desde agosto do ano passado. Sabem todos: aqui bloqueiam-se e desbloqueiam-se sites como Blogspot e Wikipedia, segundo critérios muito particulares, que só os soberanos chineses conhecem em profundidade. Nós, meros mortais, simplesmente damos de cara com aquela mensagem impertinente de “Internet Explorer cannot display the webpage” e morremos de raiva (calados, pra não passar os últimas dias como mártir, numa obscura prisão chinesa). Se os 123 milhões de internautas chineses não reclamam e até Google, Yahoo e Microsoft se renderam à censura (aquele pacto polêmico com o governo chinês – quando os buscadores são acessados através de uma conexão local, os resultados passam por um filtro que lima as páginas web “inadequadas”, sem a menor cerimônia), quem sou eu pra especular sobre greve de fome, suicídio coletivo, seqüestro do embaixador americano ou indisciplinas coletivas do gênero? Melhor encerrar este post logo pra não perigar perder a conexão à internet, o telefone, a luz, a água, o gás... Mãe, você leva merenda pra mim na cadeia?
Noite no Suzie Wong’s, um bar/disco suuuuper cool daqui, onde rola a “lady’s night”, às quartas-feiras. Das 9PM às 11PM, só mulheres. Os únicos machos do ambiente são os garçons (uma ninhada escolhida a dedo). As ‘clientas’ são recebidas na porta com uma rosa e o primeiro – de uma série – de coquetéis servidos um atrás do outro, a ritmo frenético, todos gratuitos. O conteúdo das taças ninguém sabe. A ‘surprise, surprise’ faz parte do jogo. Mas este detalhe é secundário porque, na verdade, o ponto alto da lady’s night é o show, que rola no fim da noite.
Chama-se Qian, mas ficou célebre como “Xiaopang” (gordinho).
Falta “só” compreender (empiricamente) a dinâmica deste novo mundo. Sabe quando você disca números de telefone que sempre dão ocupado (porque não sabe que não precisa colocar o código da cidade na frente); pega um táxi pra ir ao restaurante e o motorista fica irritado (porque o endereço é a uma quadra dali); ou raspa o prato pro anfitrião ver que você está satisfeito/a (e ele coloca mais comida porque, na cultura local, quem faz isso ainda tá com fome)... Sabe? Pois é. Tô nessa fase. Ainda. São diários os 'abdominais do riso' com o cúmplice - que também tem passado saias justas memoráveis.
Além do caos logístico em casa, rola uma constante sensação de que os dias voam e não fiz nada. De repente, o relógio já tá marcando 11PM, meia noite. Sem forças nem pra mudar de roupa, me atiro na cama e rezo a deus pra noite ser longa. “Se der, senhor, acrescenta também uma hora extra no dia”. Tenho 359 planos pra pôr em prática. Assim que a vida profissional tiver organziada, por exemplo, vou correndo me matricular numa academia de kung fu. "Em Roma, como os romanos" e aqui, como Bruce Lee (que nem bem era chinês, mas enfim). Sonho com a etapa em que já estarei falando mandarim, comendo escorpião e dominando arte marcial ;-)
Já estou deste lado de cá do planeta, em franco processo de ambientação.
Recebi de um amigo, por e-mail. Junto das fotos, o comentário: "aí Ju, daqui a pouco vc estará em uma dessas..."


Fechando a mala pra voltar pra Espanha, reconheço que adorei este primeiro contato com Pequim. Não vejo a hora de mudar pra cá (de mala e cuia, em março/07) e começar a viver todas essas “aventuras cotidianas”: a língua, as gigantescas diferenças culturais, a comida, o trabalho dependendo de um intérprete, etc, etc, etc.Reza uma lenda urbana que, certa vez, uma senhora passeava por Chinatown, em Nova York (há distintas versões), quando viu um cachorrinho à venda. Brincou com o animal, simpatizou, pediu o preço, pagou e só pediu ao vendedor que guardasse o novo mascote por mais meia hora, enquanto ela terminava o passeio. Na volta – surprise, surprise! – o cão já estava embalado. Cortado em fatias, com molho agridulce e enrolado em papel de açougue.
Há quem veja na pirataria uma forma de boicote ao imperialismo das grifes famosas. Outros, uma ajuda às famílias de baixa renda. O certo é que, em Pequim, ninguém precisa de desculpa pra comprar sem nota fiscal. A pirataria está mais que institucionalizada.

Sim, há vendedores que falam inglês (retifico, “chinglês”) em Pequim. Mas são minoria - especialmente no Silk Market e mercadinhos de pirataria do mesmo gênero. De qualquer forma, isso é apenas detalhe. O idioma não interfere tanto no processo de compra. Chinês tem alma de comerciante (se duvidar, faz negócio até usando a língua dos surdos-mudos) e sabe improvisar. Quando falha a fala, eles sacam a calculadora.
Você abre as revistas dirigidas aos estrangeiros, aqui em Pequim, e dá de cara com duas, três, quatro páginas, inteiras, dedicadas à publicidade de massagens. Tem de tudo: blind massage, foot massage, massagem ayurvedica, massagem tailandesa, tui na, aromaterapia, massagens à base de ervas, de leite, de gengibre, green highlights, acupuntura... O cardápio é extenso.
Aqui, parece ser tudo "8 ou 80". Quando é luxo, é um luxo descomunal (nunca fui tão bem tratada num hotel como neste). Os ricos ostentam mesmo. Estão incondicionalemnte orgulhosos do que conseguiram acumular.Essa saiu na Folha: As autoridades chinesas têm se desdobrado para tentar erradicar o "chinglês" das placas bilíngües que se tornaram obrigatórias em Pequim, para facilitar a vida dos visitantes que forem ao país por causa dos Jogos Olímpicos de 2008.

Sabe essa mania que ocidental tem de achar que asiático “é tudo igual”? Um tapa com luva de pelica:

Como todo mundo sabe, a Ásia tem os relógios na frente, em relação ao resto do planeta. Com Barcelona, a diferença é de seis horas (com o Brasil – região sudeste – são nada menos que 11 horas!). Foi nessa defasagem temporal que uma amiga começou a conversa pelo telefone, ontem: “Oi! Tô ligando do passado”.
Exotismo na China é ser western (como nós todos somos classificados por estas bandas – brasileiros, suecos, bolivianos, australiano... tudo no mesmo saco). Olhos redondos destoam bastante por aqui. Se forem azuis, então... Prepare-se. Você vai aparecer nas fotos de muitos turistas locais.

Impressão só minha ou, de quando em quando – assim, do nada –, nas ruas de Pequim, bate uma marola fétida?
Sabia que em julho de 2007, TODAS as construções em Pequim têm que parar? Ou acabam antes do prazo, ou suspendem os trabalhos – até o final das olimpíadas. Decidiu o governo chinês (aliás, amistoso, não? A linha deles é sempre esta: “ou vai ou racha”, pra tudo). Querem que o ar da cidade esteja mais “limpo”, antes da grande data. E calcularam que, pra isso, vão precisar de um ano sem obras na metrópole.Embaixo da janela de um dos apartamentos que visitei (pra alugar), tinha uma obra - uma extensão enorme, colossal, mas sem um único metro de altura levantado. Me lamento com a corretora: “Morar em cima de uma construção, não dá!”
Já é dureza entender que “gunimori” significa good morning (bom dia), “souzan” é thousand (mil), “marréupiu?”, may I help you? (posso ajudar você?) e "gud" é cold (frio). Mas, pior que isso, é perceber que você também está embarcando nesse trem.
Antes de falar da cidade, das pessoas e das amenidades mil, vamos abrir um capítulo à parte: A LÍNGUAEstou em solo pequinês! Vim, por 12 dias, pra fazer um “reconhecimento do terreno”, alguns contatos e pra achar um apartamento. Primeiras impressões? Várias. Mas o cansaço é enorme e o tempo, curto. Prometo posts para os próximos dias.
Semana que vem, farei minha primeira incursão à terra de Mao. Como de intregrar-se se trata, aprendi DUAS frases em mandarim:

Por dois anos, a partir do ano que vem. E tá batido o martelo!